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GESTÃO HOTELEIRA

A Hotelaria na sua vertente técnica

A Hotelaria na sua vertente técnica

O novo luxo: tecnologia e bem-estar

Cada vez que falo sobre luxo, tenho a sensação de que se trata de algo bastante pessoal. Cada pessoa tem a sua própria percepção de luxo, seja em relação a umas férias num resort de cinco estrelas, um Maserati, uma casa de cinco milhões, um anel de diamantes ou até em relação a algo tão simples como viajar. Destaco dois pontos que, na minha opinião, são o novo luxo: a tecnologia e o bem-estar. Hoje em dia, já é difícil conceber que o luxo exista sem que haja, de alguma forma, recurso à tecnologia. Imagine-se a comprar um Tesla que não tenha nenhuma tecnologia associada ou um apartamento de um milhão de euros sem qualquer tipo de automatização.

 

Estamos  em 2020 e, apesar de continuarmos sem ter carros voadores, temos tudo o resto que vimos nos filmes dos últimos 30 anos. Prova disso é que no próximo ano chega a Portugal o primeiro YOTEL - YOTEL Porto que oferece a mais recente tecnologia de ponta aos hóspedes. Outro ponto que é definitivamente uma tendência, e que felizmente chegou para ficar, é a forma como cuidamos do nosso corpo e da nossa mente. Um estudo de uma universidade portuguesa concluiu que o turismo de saúde e bem-estar é o sector do turismo com mais crescimento e que, em 2030, será o principal motivo para viajar.

 

Esta conclusão não é surpreendente tendo em conta que diariamente temos estado mais atentos e mais disponíveis para pagar mais por uma alimentação mais saudável, bem como para termos um corpo e mente mais sãos. Nesse sentido, podemos olhar para o Serenity - The Art of Well Being, uma marca criada para pessoas que procuram um serviço de luxo em propriedades de luxo, como é o caso do Pine Cliffs Resort e do Sheraton Cascais Resort. Os hóspedes e proprietários valorizam uma alimentação saudável, bem como a possibilidade de terem diferentes opções que contribuam para uma melhoria do seu bem-estar. Esta é, sem dúvida, uma tendência que está a ser seguida pelo mercado. 

 

O próximo passo será a microsegmentação destas duas tendências que estão cada vez mais ligadas. Seja pela utilização de tecnologia para melhorar a forma como controlamos a nossa actividade física; pela possibilidade que nos dá para nos conectarmos aos nossos amigos e família; pelo poder que tem a opinião dos consumidores; e pela forma como as marcas e os serviços respondem e se adaptam, de forma cada vez mais rápida, a estas novas tendências.

 

Artigo de opinião de Bruno Silvério , Diretor de Marketing & Comunicação da United Investments Portugal, para a revista "Villas & Golfe"

Crescimento dos mercados de longo alcance permite atenuar a sazonalidade

A secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, considerou ontém, quinta-feira, 16 de janeiro, durante uma audição parlamentar, que o crescimento dos mercados de longo alcance contribui para “minimizar a sazonalidade”, a exemplo dos mercados brasileiro e norte-americano, que estão a crescer a dois dígitos.

 

“A sazonalidade é, de facto, uma prioridade, temos metas claríssimas no que toca à sazonalidade e estamos a trabalhar a vários níveis. Destacaria dois: em primeiro lugar, olhando para mercados de longo alcance, lembro que o Brasil está a crescer 15,3%, os EUA 20,8%, são métricas de novembro de 2019 face a período homólogo correspondente. Portanto, trabalhando estes mercados de longo alcance, conseguimos, de facto, minimizar a sazonalidade”, afirmou a governante.

 

Rita Marques, que falava na audição do ministro Adjunto, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, na comissão parlamentar da Orçamento e Finanças, explicou ainda que a redução da sazonalidade tem sido também trabalhada “ao nível da estruturação da oferta”, motivo pelo qual o Governo elegeu alguns segmentos como prioritários.

 

“A sazonalidade tem sido também trabalhada ao nível da estruturação da oferta, já dei aqui alguns exemplos, como o turismo equestre, o turismo termal, o golfe, o city-break, cycling e afins. Portanto, trabalhando esta oferta, conseguimos, entendemos nós, diminuir este efeito de sazonalidade”, afirmou a governante.

 

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O Chefe de Compras

O chefe de compras é o elemento responsável por todas as aquisições no hotel, sendo uma função que exige elevados conhecimentos técnicos, nomeadamente ao nível da apreciação e dsitinção das várias qualidades de produtos, bem como da sazonalidade dos mesmos.

 

A sua experiência deverá também passar pelo conhecimento das exigências do serviço e dos clientes, assim como deverá estar familiarizado com os fornecedores e com os preços de mercado.

 

Deve privilegiar o diálogo com os chefes das secções e com os fornecedores, de modo a melhor se aperceber da qualidade de produtos a adquirir.

 

O aparecimento de novos produtos, novas tendências e novos fornecedores no mercado deve merecer uma atenção especial, ao nível do estudo e da análise dos mesmos. São também importantes as visitas regulares aos principais mercados e empresas abastecedoras da região.

 

Regra geral está sob a alçada da Direcção Financeira, que define qual a política de compras a seguir.

Tecnologia em Hotelaria 2020

A agenda do Tripit desse viajante inclui o itinerário configurado com todos os dados necessários para permitir que a deslocação se faça sem incidentes. Graças no uso do Waze, a Uber consiga leva-lo ao hotel evitando congestionamento de tráfego. O cliente verifica número do seu quarto no smartphone, no elevador, abre o app do hotel e pede bebidas e comida. 

 

Ao chegar ao quarto abre a porta com o smartphone, vê os seus e-mails na televisor, o qual estará conectado à sua casa para desbloquear os canais favoritos. As contas do Facebook e Instagram também estão abertas e preparadas para receber a primeira foto do hotel. 

 

Verifica que a camisa está amachucada, por exemplo, e pede um robô mordomo para engoma-la antes de decidir dirigir-se ao espaço de coworking que há no lobby do hotel, para poder trabalhar um pouco antes da reunião que tem dentro de pouco tempo. 

 

Futurista? Segundo, David Chestler, EVP, Global Enterprise Sales & Business Development do SiteMinder, assim vai ser a maneira de viajar no futuro próximo. Algumas dessas características estão presentes em hotéis de todo o mundo. O que, podemos esperar do hotel no futuro? Chegará o fim do check in tal com o conhecemos hoje? 

 

Em primeiro lugar, a receção 

Desde que os hotéis existem, o balcão do check-in é convertido na cara e no modo de execução de todo o hotel. A receção é clara e mostra o que move o conceito de hospitalidade. É o primeiro contacto direto entre o hotel e o hóspede e é o local de onde emana tudo sobre o alojamento. 

 

Nem o aumento das reservas on-line nem a tecnologia mais inteligente conseguiam no dia a dia, fazer alterações importantes na receção. Sem dúvida que tudo isso está a ser alterado. 

 

Um dos primeiros hotéis a eliminar a receção foi o Jannah Hotels and Resorts de Dubai. Este cinco estrelas do Médio Oriente tem como objetivo eliminar as operações geradas no lobby e permitir que os clientes façam o check-in pressionando algumas teclas num tablet. Depois fornecem um código QR, que acede a um vídeo que explicará qualquer dúvida que possa ter. 

 

Este serviço, também conhecido como Karim, também realiza outras funções de “receção”, como serviço de despertar ou ajudar a fazer reserva de carro de aluguer. 

 

Embora haja quem prefira o trato humano, não há dúvida que os serviço autónomo automáticos também têm os seu adeptos. E os hotéis começaram a apostar neles. Por isso, uma das vantagem da eliminação da receção é utilizar esse espaço para outras iniciativas, permitindo o uso de zonas ativas de coworking ou entretenimento.

 

Muito mais que um lugar para dormir 

Os hotéis podem expandir o bar ou abrir um lounge naquele espaço deixado pela receção. Mas e se este balcão de receção for substituída por muito mais? À medida que o trabalho remoto se expande, aumenta a procura por espaços de trabalho alternativos e flexíveis. Além disso, a linha que separa a hospitalidade e espaço de trabalho está cada vez mais esbatida, como evidenciado pelo aumento de laptops em alguns cafés. 

 

A boa notícia é que os hotéis estão muito bem posicionados para capitalizar todas essas mudanças. Com conexões Wi-Fi e serviço de bar e alimentação, hotéis podem oferecer um espaço de trabalho alugado à horas, dias ou semanas. Dependendo do espaço, isso também pode ser oferecido aos moradores, criando assim uma fonte adicional de renda. 

 

Poderão os hotéis atrair os clientes do Airbnb para usar os seus serviços de limpeza, ginásio, bares e restaurantes ou espaço de coworking? 

 

Fechar a lacuna entre hotéis e hostels 

As expectativas sociais não estão a mudar apenas no campo do emprego. Os viajantes tornam-se cada vez mais específicos com suas exigências. O City Hub, uma marca de hospitalidade lançada no ano passado em Amesterdão, visa limitar o máximo possível a diferença no mercado entre hostes e hotéis. 

 

O City Hub maximiza o espaço usando containers pré-fabricados que podem ser colocados em qualquer lugar do edifício. Além disso, oferece banheiros comuns e apenas um tipo de quarto, para uma ou duas pessoas. Isso fornece maior escalabilidade, além de privacidade. E tudo a um preço baixo. Além disso, rompe com o aspeto comunitário que os hotéis têm.

 

Quartos individuais para hóspedes individuais

Quando fazemos uma reserva, reservamos um lugar específico num avião ou num comboio. Também  um local para realizar uma atividade ou uma mesa de restaurante, especificando o número de clientes. Então, por que não reservar quartos individuais em hotéis?

 

Por exemplo, o Schani Hotel na Áustria permite escolher o apartamento em que o hóspede fica ou o tamanho do quarto, entre outras variáveis. Após a reserva, obtém o número do quarto para evitar passar pelo balcão de check-in e entrar diretamente usando a app do hotel.

 

Embora tenho começado à pouco tempo, parece que este hotel está a caminho de uma experiência hoteleira mais personalizada e eficaz.

 

E o que acha dos hóspedes poderem usar óculos de realidade virtual para poder escolher o quarto ou as vistas e, assim, gerir suas próprias expectativas? Por exemplo, existem hotéis que permitem que os clientes  veja seus as melhorias que teriam no quarto se eles pagassem mais  por noite.

 

Que mudanças mais a tecnologia trará?

A tecnologia e seu uso na indústria de turismo está a  desenvolver-se tão rápido que as previsões podem ser um jogo perigoso. Já podemos ver robôs mordomos ou espelhos inteligentes em vários hotéis ao redor do mundo.

 

A IoT (Internet das Coisas) e a IoE (Internet de Todas as Coisas) permitirão que mais decisões sejam tomadas graças às ferramentas baseadas em dados para apoiar a experiência do viajante conectado. Tecnologias emergentes, como realidade virtual, impressão 3D ou os wearables, podem ser usadas em todos os hotéis.

 

Quem sabe, provavelmente, em alguns anos poderemos fazer bungee jumping sem sair da cama, a nossa camisa dir-nos-á quantas calorias queimamos nessa última caminhada e podemos até imprimir um par de sapatos novos para caminhar novamente no dia seguinte. Aparentemente, os limites serão estabelecidos apenas pela nossa imaginação e pela dos nossos hóspedes.

 

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In www.tecnohotelnews.pt 

O Grupo Hoti Hotéis- entrevista a Manuel Proença, chairman do grupo

A Hoti Hotéis está entre os cinco maiores grupos hoteleiros portugueses. Como tem sido este crescimento da cadeia hoteleira?
O crescimento da Hoti Hoteis enquanto cadeia hoteleira tem 20 anos apenas, com o primeiro hotel que fizemos em 1998 na Expo 98, embora em termos de atividade começou bastante mais cedo, digamos que a nossa organização existe desde 1978. A fase de 1978 a 1998 foi uma fase de experiência. Começámos com um hotel em 1978, estávamos inseridos no grupo Pinto Magalhães, que tinha o Hotel D. Henrique, no Porto, para o qual me convidaram para gerir. Baseado nessa realidade, pegámos no hotel com contrato de arrendamento e começou aí propriamente a atividade de hotelaria. Estamos a falar há 21 anos.


Durante esses primeiros 20 anos aprendeu-se muito, fizemos muitas experiências, estivemos em muitos hotéis em várias modalidades, desde arrendamento a gestão hoteleira. Posto isto julgo que devo ser das pessoas que tem experiência em mais hotéis. Tivémos intervenção em 45 hotéis. Tínhamos contratos de gestão, porque na altura não tinha capital para fazer hotéis, ou seja, posso dizer que sou dos empresários que partiu do zero e a partir do zero foi-se construindo. Em 1998, surge a oportunidade de adquirir um terreno que era bastante barato, com uma boa localização. Comprou-se o terreno e fez-se o hotel, que abriu na Expo 98 para fazer o alojamento das comitivas que estiveram presentes.


Depois começámos a fazer investimento, porque também tivemos a facilidade com taxas de juro muito favoráveis e aí foi uma fase de alguma audácia da nossa parte fomos fazendo sempre hotéis numa estratégia que hoje existe, e que vai continuar, que é o crescimento contínuo. Ou seja, estaremos sempre disponíveis para aumentar e fazer mais hotéis, mesmo que existam períodos da economia em que se pode crescer e outros em que não, mas estamos sempre abertos ao crescimento. Em 20 anos temos praticamente uma média de um hotel por ano, em termos globais é isso.

 

Atualmente, quantos hotéis fazem parte do portefólio da Hoti Hotéis?
Em pipeline, temos sete hotéis. No final destes cinco anos, estaremos nos 25 hotéis, com compromissos já assumidos em relação a várias unidades.

 

Que hotéis têm em desenvolvimento?
No próximo ano, no Parque das Nações, abre portas o Moxy Oriente com 222 quartos, que é uma parceria feita com a Marriott International. Depois temos em Braga, um hotel no centro da cidade, que ainda não tem nome, vai ter 110 quartos e tem abertura prevista para 2021, vai ser o nosso segundo hotel na cidade. Depois temos Viana do Castelo e Famalicão, ambos com 120 quartos e da marca Meliá, com abertura prevista para final de 2021.


Também temos uma unidade para a avenida da Boavista, no Porto, que vai ter 250 quartos, será um Meliá e conta com um investimento similar ao que vamos fazer no hotel no CCB, em Lisboa, que resulta de uma parceria com a Mota Engil, e também vai ser um Meliá, de cinco estrelas com 172 quartos e um investimento de 30 milhões de euros. Em Aveiro, vamos abrir a nossa segunda unidade, um Star Inn com cerca de 100 quartos e um investimento de 18 milhões de euros. Isto soma mais de mil quartos e um investimento na ordem dos 105 milhões de euros.

 

Este projeto do CCB é especial e é uma continuidade da parceria que têm já no Hotel da Música também com a Mota Engil. O que esperam para esta unidade?
Foi bem sucedida no Hotel da Música, esperamos que esta também seja. Obviamente, a Mota Engil tem interesse na construção. O projeto não envolve só hotel, tem serviço residencial, comercial e escritórios. A construção do hotel é totalmente ao nosso encargo. É um contrato de concessão de exploração para os próximos 50 anos. É um hotel Meliá de cinco estrelas virado para as artes. Tentamos fazer sempre que cada hotel se ligue com o contexto do local onde está instalado e o que faz sentido ali é um hotel que esteja ligado às artes.

 

Em Lisboa, o grupo tem investido em hotéis menos centrais. Porquê?
Também fomos candidatos ao concurso para o Quartel da Graça, mas não ganhámos.
Em vez de estarmos com hotéis mais pequenos no centro da cidade, preferimos fazer hotéis de maior dimensão mesmo que não seja no centro, mas em pólos atrativos para os clientes.
Quanto ao CCB, ainda não temos data definida porque não é só o hotel, temos que coordenar com o resto. O hotel em si é muito interessante porque tem um embasamento que alinha pelo próprio CCB, onde está a piscina, lojas e a parte comercial, e depois o edifício que sai desse embasamento já para uma altura de cinco pisos. O hotel possui uma parte relacionada com conferências e exposições, o prevendo-se que seja forte nesse segmento. É um pouco como o Meliá Braga com salas de conferências e reuniões, muito virado para esse conceito de hotel.

 

O Moxy Oriente vai ser a primeira parceria com a Marriott International, que é o maior grupo hoteleiro a nível mundial. O que significa?
Temos uma parceria com a Meliá Hotels International que vai agora celebrar 25 anos. O nosso parceiro de sempre é e continuará a ser a Meliá. Simplesmente, pretendíamos focar também no segmento das três estrelas, onde estamos com a marca Star Inn, mas, casualmente, um fundo belga com interesse na área da hotelaria contactou-nos para um hotel no segmento das três estrelas, muito prático, jovem, millennial. Só que a Meliá, por razões estratégicas, não tem interesse no segmento das três estrelas, mantém-se só no segmento das quatro estrelas para cima. A Marriott International procurava parceiros também para este tipo de segmento ‘millennial’, no qual estão já em crescimento na Europa, prevendo-se a construção de 150 hotéis deste tipo. São hotéis práticos, com ‘self check in’, os quartos são relativamente pequenos, na ordem dos 18 metros quadrados, e o lobby que é o centro do hotel. A Marriott achou interessante fazer um acordo connosco. O investimento é nosso em conjunto com um fundo belga, sendo a gestão inteiramente nossa. Considerámos o conceito muito interessante que, aliás, não é muito diferente do Star Inn, que também está dentro deste segmento, mas junto aos aeroportos. Este é um segmento mais internacional e com uma maior dimensão. Fizemos a parceria e, provavelmente, para mais hotéis deste tipo, no Porto, onde muito brevemente faremos também um Moxy.

 

O grupo está a negociar com mais alguma marca internacional?
Não. Em termos de parceria internacional, estamos basicamente com a parceria com a Meliá e excepcionalmente, neste segmento, com a Marriott. No resto temos as nossas marcas, o Star Inn, o Hotel da Música, que são conceitos que desenvolvemos.

 

No campo internacional, a Hoti Hotéis tem um investimento em Moçambique. Prevê mais alguma unidade no destino?
Fizemos o primeiro Meliá fora, em Moçambique, o Meliá Maputo Sky, que tem funcionado muito bem. Gostaríamos de fazer mais hotéis em Moçambique, mas a economia não tem ajudado muito, nem o clima social. Inevitavelmente, já não será comigo, mas quando preenchidas estas cidades onde temos hotéis, provavelmente o futuro vai passar por Espanha. Como estamos a andar ao ritmo dos 20 anos – 1978, 1998 e 2018 -, julgo que em 2038 teremos também a cadeia hoteleira lá fora. Em princípio há a ideia de alargar para Espanha quando já não tivermos mais espaço para continuar a fazer hotéis em outros sítios [em Portugal].

 

Outros destinos nos PALOP’s não lhes interessam?
Não. Nos PALOP’s já estamos em Moçambique. Não é fácil fazer hotéis nestes países, são sempre de alguma instabilidade, estes países ainda não estão suficientemente maduros para cadeias internacionais.

 

Constrangimentos
Estes investimentos, de que falou, alguns são em destinos mais para o interior do país. É esta a estratégia do grupo?
Julgamos que é bom haver esta desconcentração, há quem chame de descentralização. Prefiro desconcentração, pois há esta questão de dizer que há turistas a mais ou não, mas, de facto, não há turistas a mais, o que há são turistas a mais em determinadas zonas e o que é preciso é desconcentrar, porque se desconcentrar não há problema nenhum. Se toda a gente quiser ir para o mesmo sítio e, nas grandes cidades, para os mesmos locais num raio de ação muito concentrado, evidentemente cria problemas. A concentração traz problemas.
Devo cumprimentar o senhor presidente da Câmara Municipal de Lisboa porque, finalmente, fez um regulamento em que tenta evitar a concentração do Alojamento Local. Por enquanto, a chamada hotelaria convencional não tem sido o problema, o problema é quando começa, em determinadas zonas, o AL a crescer sem controlo. É evidente que há essa vantagem de desconcentração. Nós, na hotelaria, estamos já a fazê-lo. Lisboa está a fazer e o Porto está a seguir o mesmo caminho, julgo que as principais cidades vão, seguramente, seguir esse mesmo caminho de não permitir demasiada concentração nos centros das cidades.

 

Neste caso está a congratular uma iniciativa de uma autarquia, mas existem alguns projetos vossos que estão parados, como é o caso do hotel no Largo do Rato, em Lisboa, e em Monte Gordo. Que prejuízos estes bloqueios têm para o grupo?
No caso do Rato, o projeto estava aprovado por todas as entidades, estava tudo em ordem, simplesmente a determinada altura acontece sempre aquilo que já se sabe, quando existe um grupo de cidadãos que acha que aquilo está muito mal ou que não quer ali o hotel e começa a fazer algum movimento de contestação. As autarquias começam a ter receios relativamente aos projetos e vão bloqueando. Ou seja, não dão seguimento aos projetos mesmo aqueles que já estão num estado avançado e isso cria grandes prejuízos, porque naturalmente o dinheiro está investido e fica ali o projeto parado. Isto leva a que os investidores internacionais dificilmente façam hotéis de raíz se não estiver tudo absolutamente aprovado. Há sempre receios, e temos verificado da parte dos fundos, por exemplo, que não se envolvem em situações que não estão já totalmente aprovadas, chave na mão. Isso cria alguns problemas para os promotores. Temos esses dois, mas temos sempre cuidados relativamente a tudo, porque isto acontece frequentemente com as câmaras municipais em Portugal.

 

Como é que caracteriza então os desafios da aprovação de projetos hoteleiros em Portugal?
Também existem Câmaras que funcionam de uma forma fantástica. Por exemplo, encontrámos agora os presidentes da Câmara de Viana do Castelo, de Famalicão e de Aveiro, curiosamente, não sei se é coincidência, mas são todos mais para norte, que são uns promotores fantásticos. Eles é que vêm ter connosco, concedem-nos as facilidades, ajudam a resolver os problemas de uma forma admirável. Por exemplo, com os presidentes da Câmara de Viana do Castelo e de Famalicão, o interesse que demonstram em que haja um projeto e que se façam coisas nos seus concelhos, é admirável. O que, infelizmente, não acontece em todo o lado. Seria bom, porque, de facto, são investimentos de vulto que dão efeitos multiplicadores na economia dessas cidades.

 

Quanto às remodelações das unidades atuais do grupo, o que é que está previsto?
Castelo Branco é o primeiro ‘rebrand’ que passa de Tryp Colina do Castelo para Meliá Castelo Branco. Acontece que alguns hotéis Tryp vão ter o ‘rebrand’ para Meliá, nomeadamente este, o do Parques das Nações e da Costa da Caparica e, provavelmente, mais alguns. Isto corresponde a uma estratégia da desactivação do Tryp, que tem a ver com os acordos da Meliá com a Wyndham. Deixou de haver interesse no desenvolvimento dos Tryps, estamos a reconverter alguns para Meliá e outros continuam com a marca Tryp.

 

Resultados
Quanto à operação do grupo como correu este ano?
Correu bem. Até outubro, tivemos um crescimento, não muito grande, embora também tivéssemos em alguns casos, como a Madeira, algum arrefecimento. Mantivemos um crescimento de 4,5% em termos globais face a 2018 e a expectativa é que este número se mantenha até ao final do ano.

 

Essa quebra na Madeira considera que foi devido a que factores?
Tivemos uma quebra de 6,5%. Existem problemas operacionais do aeroporto, essa é uma razão crucial porque os aviões não aterram, voltam para trás, os aviões não levantam. A parte operacional do aeroporto da Madeira julgo que já não estará preparada para os dias de hoje, para este movimento e para situações em que o clima não oferece condições para o movimento aeroportuário. Essa é uma das razões. Depois aconteceu o acidente do autocarro que ainda teve algum impacto, com aquela quantidade de turistas que morreram. E alguns operadores também arrefeceram, porque ninguém gosta de estar a levar aviões e os aviões não aterram. Isto cria prejuízos e há alguma desmotivação da parte dos operadores que operam o destino.
Nas outras unidades, Lisboa também está um pouco dependente por causa da questão do aeroporto. Há aqui algum arrefecimento que é nítido, não existe um decréscimo, mas existe um arrefecimento, motivado pelas infraestruturas.


Depois há o outro lado da questão que é o crescimento da oferta, que está imparável. Em termos de hotéis, segundo os últimos números que vi anunciados, estamos a falar em mais de 100 hotéis para abrir nos próximos tempos. No Porto, vi esta semana que estão 35 projetos de hotéis na Câmara do Porto para aprovação, ou seja, há aqui, um disparar de oferta, provavelmente, a par de algum arrefecimento, que causará alguns problemas.

 

Qual deveria ser a estratégia a adoptar pelos hoteleiros no próximo ano?
A nossa estratégia está definida. Temos um crescimento contínuo, temos uma marca que nos defende, mas naturalmente seremos um pouco mais reservados em relação ao investimento, pelo menos em locais cuja localização seja desfavorável, como é o caso do Algarve. Ou seja, estar a investir longe da linha da frente, da linha do mar, assim que haja alguma contração, são os primeiros a ficar pelo caminho. Há que ter algum cuidado, não só com o arrefecimento, mas como o aumento da oferta que certamente vai criar algumas dificuldades nos próximos tempos.

 

O preço médio da hotelaria vai poder verificar aumentos?
Não vai. Este ano, o nosso preço médio anda nos 90 e tal euros, o que é um preço fantástico, não é muito provável que vá subir. O preço médio provavelmente será afectado, sendo que o ideal seria manter.

 

Que principais dossiers a nova SET deve ter em consideração?
Julgo que a prioridade é batalhar a questão da qualificação de recursos humanos e da oferta das próprias unidades. Uma das ameaças que temos relativamente ao futuro é a questão da massificação, evitar a massificação e optar pela qualificação, tentado manter o preço médio. É fundamental que haja uma política nesse sentido. E o problema da concentração, ou seja, evitar a concentração em determinados locais como já falamos aqui. Julgo que se fizer isto, iremos no bom caminho, se não fizermos, iremos ter problemas. Desconcentração e a batalha da qualificação, projetos com qualidade, ao contrário combater a massificação quer seja por demasiada concentração, quer seja por outros motivos. Com a massificação vai-se destruir o destino e o preço.

 

Vê o próximo ano com alguma apreensão?
Sim, com alguma apreensão. Acredito que grande parte destes projectos não vão avançar, se isso acontecer haverá aqui alguma estabilização no movimento, o que é bom, mas esperemos que não haja demasiado otimismo em relação ao que vem, porque se toda esta oferta vier cá para fora é provável que sim, que sejamos afectados.

 

Por onde passa o seu futuro?
Foi minha preocupação preparar a sucessão. Nomeou-se, já este ano, um novo CEO, que é o Miguel Proença, e passei a ser o ‘chairman’. Também temos um concelho estratégico. Quero fazer outras coisas, como o ensino. Já colaboro com a Universidade Católica nos cursos ligados aos Masters em Braga e no Porto, tenho colaborações como professor convidado. Na Escola de Turismo e Hotelaria do Porto também tenho alguma colaboração. Quero fazer algumas coisas nessas áreas.

 

Quer partilhar conhecimento?
Sim, não só a nível interno, como também ao nível académico. Tenho feito isso um bocado e queria reforçar essa variante e deixar os sucessores continuarem o trabalho.

 

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In www.publituris.pt 

Standards e Procedimentos de Housekeeping - (24) - Fazer a cama

Standards

 

􀂄 Toda a roupa está limpa, passada , livre de rasgos e manchas.


􀂄 Cobertor, colcha e travesseiros nunca são colocados no chão.


􀂄 O colchão não está manchado ou sujo e é colocado uniformemente em cima da cama.


􀂄 O tamanho correto dos lençóis é colocado nas camas.


􀂄 Lençóis danificados mantidos separados dos lençóis sujos.


􀂄 O box spring e o colchão estão nivelados contra a parede da cabeceira da cama.


􀂄 Lençóis, cobertor, plissado e colcha pendem uniformemente de cada lado da cama.


􀂄 O lençol de baixo está completamente dobrado sob o colchão por todos os lados.


􀂄 A borda superior do cobertor está alinhada a 15 cm da cabeceira da cama e é coberta pelo segundo lençol.


􀂄 Os lençóis superiores são usados apenas nos quartos V.I.P.


􀂄 Lençóis e cobertores são completamente dobrados sob três lados do colchão (ambos os lados e os pés da cama).


􀂄 Todos os cantos da cama estão devidamente dobrados 

 

􀂄 Nenhuma etiqueta de roupa deverá estar visível.


􀂄 As almofadas são completamente cobertos pela colcha.

 

􀂄 As almofadas têm todas o mesmo tamanho, peso e textura

 

􀂄 Almofadas estão niveladas contra a cabeceira da cama.


􀂄 As almofadas nunca são colocadas sob o queixo ao colocar as fronhas. Número de almofadas por tipo de cama:


1) 6 numa cama king size
2) 4 numa cama de casal
3) 2 numa cama de solteiro

 

􀂄 A cama é realinhada depois de feita.

 

􀂄 Cama acabada tem uma aparência suave e uniforme, sem grumos ou rugas.


􀂄 Lençóis e roupas de cama sujos em berços / camas dobráveis nos quartos ocupados são trocados diariamente.


􀂄 Os berços estão livres de pó, terra e manchas.

 

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Vila Galé - grupo especialista em hotéis temáticos

O grupo hoteleiro Vila Galé é o segundo maior grupo hoteleiro português, com mais de três décadas de existência – nasceu em 1986. É atualmente responsável pela gestão de 34 unidades hoteleiras: 25 em Portugal (Algarve, Beja, Évora, Elvas, Oeiras, Cascais, Sintra, Ericeira, Estoril, Lisboa, Coimbra, Porto, Braga, Douro e Madeira) e nove no Brasil (Rio de Janeiro, Fortaleza, Caucaia, Salvador, Guarajuba, Pernambuco, Touros e Angra dos Reis), com um total de 7.454 quartos e 15.286 camas.

 

Contando com cerca de 3.200 funcionários, grande parte do sucesso da Vila Galé deve-se à estreita ligação que existe entre todos, formando uma equipa coesa, que partilha uma enorme paixão pela hotelaria e pelo turismo.

 

Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador do Vila Galé, explica-nos que “o que distingue o grupo é a forma como se trabalham os seus recursos humanos, como se relacionam entre si e com os clientes”. Daí que se procura sempre “esforço, trabalho e dedicação e procura constante de melhorar o produto”.

 

Os hotéis temáticos têm distinguido o grupo português, havendo exemplos de unidades hoteleiras ligadas ao cinema, dança, moda, poesia, pintura, espalhados um pouco por todo o país. O objetivo? “Enriquecer a experiência de quem visita, para que possam ter vivências diferentes”.

 

Quando ao público que visita os hotéis é muito alargado, de jovens casais até a pessoas com 80 anos, mas “a grande maioria são famílias com crianças”. O mercado brasileiro é uma das principais apostas e em breve vão abrir em Manteigas o primeiro hotel de montanha do grupo Vila Galé.

 

 

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In www.dinheirovivo.pt 

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