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GESTÃO HOTELEIRA

A Hotelaria na sua vertente técnica

A Hotelaria na sua vertente técnica

Tendência de venda de activos no mercado hoteleiro

A hotelaria vive momentos de agonia, devido à pandemia, deparando-se com uma crise sem precedentes. As moratórias de crédito, as medidas de apoio às empresas e a vacina têm dado alento ao setor, mas há operadores a procurar outras soluções que permitam a entrada de capital para continuar no negócio. E há mesmo quem se veja "obrigado" a vender os ativos, gerando oportunidades para os investidores, seja dentro do turismo ou para outros usos, como a habitação ou segmentos alternativos. Mas será isto uma tendência do mercado a nível nacional? O idealista/news foi ouvir cinco das principais consultoras imobiliárias a operar em Portugal e apresentamos agora o resultado do diagnóstico traçado pela CBRE, Cushman&Wakefield (C&W), JLL, Savills e Worx.

 

O turismo internacional e doméstico é, de facto, um dos setores mais afetados pela Covid-19 e deverá continuar a enfrentar dificuldades, pelo menos, este ano. Por um lado, porque ainda se vive um clima de instabilidade e de incerteza, sem “data” para se iniciar um ciclo de recuperação e retoma, e por outro, porque o ritmo de vacinação é lento, ainda que a imunidade de grupo já esteja visível no horizonte, segundo as autoridades de saúde. 

 

A aceleração das vendas de ativos no mercado hoteleiro em 2021 deverá, por isso, ser uma realidade. Alguns operadores têm já em cima da mesa esta possibilidade para fazer face às suas obrigações e reequilibrar as contas e, ao mesmo tempo, o mercado está a “mexer”, com “fundos/investidores institucionais a levar a cabo algum tipo de reorganização dos seus portefólios, contribuindo para o aparecimento de algumas oportunidades no mercado”, tal como explica Duarte Morais Santos, diretor da área de Hotelaria da CBRE.

 

A corrida ao portefólio imobiliário da ECS Capital, avaliada em 1.400 milhões de euros, que inclui o Palácio do Governador, em Lisboa, o Conrad Algarve, na Quinta do Lago, o As Cascatas Golf & Resort Spa, em Vilamoura, bem como outros nove hotéis da marca NAU, é exemplo disso e já arrancou – as propostas não vinculativas dos interessados têm de ser entregues até ao final desta sexta-feira, 5 de março de 2021. Bain Capital, Brookfield, Blackstone, Cerberus, Fortress, Davidson Kempner Capital Management, H.I.G. Capital e Kildare Partners são apontados como grandes fundos de investimento interessados.

 

Mas parece ser cedo para estar a falar de uma tendência nacional ou de um cenário de “vendas forçadas”, uma vez que, segundo os vários especialistas, não se observa ainda um aumento anormal na venda destes ativos.

 

Operações de Sale & Leaseback na mira

Afinal, que tipo de ativos estão disponíveis para venda? E em que zonas? Há um perfil em termos de características e dimensão? Para Alberto Henriques, Investment Associate Director da Savills Portugal, não é possível indicar que há um “perfil único”, dizendo antes que “existem sim circunstâncias específicas de cada ativo, proprietário e operação que fazem com que a intenção seja o desinvestimento”, seja através de vendas individuais (na grande maioria) ou em carteira, em alguns casos. O responsável recorda que as zonas mais consolidadas em termos turísticos são as que têm mais hotéis e também as que têm mais ativos disponíveis para venda, frisando que “as zonas mais sazonais ficaram mais expostas ao impacto da pandemia por esta ter ocorrido no final da época baixa, o que poderá fazer com que exista maior necessidade de capitalização”.

 

No entanto, em termos de localização, ainda não é possível fazer uma análise detalhada, uma vez que todas as regiões estão a ser afetadas e tudo dependerá do ritmo de recuperação de cada uma delas - algo que varia, também, consoante a dependência face ao turismo internacional.

 

De acordo com Gonçalo Garcia, Head of Hospitality da Cushman & Wakefield, as operações de Sale & Leaseback (em que o proprietário vende um imóvel a um investidor, mantendo-se como arrendatário do espaço) assumem-se como um “mecanismo ajustado aos interesses de compradores e vendedores, na medida em que configura a possibilidade ao vendedor de realizar um encaixe de capital significativo sem perder o controlo da operação hoteleira”, daí que o interesse dos investidores recaia, sobretudo, “sobre ativos existentes e prontos a operar a partir do momento em que estejam reunidas as condições à livre circulação de pessoas”, diz ainda o responsável.

 

Esta ideia reúne, de resto, unanimidade entre os especialistas ouvidos. Pedro Valente, do departamento de Capital Markets da Worx relembra que “alguns operadores já estão a estudar esse tipo de operações, para se capitalizarem e virem a aproveitar oportunidades que possam vir a surgir no mercado, sobretudo com o fim das moratórias”, mas não vê “nenhum tipo de vendas distressed a acontecer”.

 

“No mercado existem já algumas unidades independentes, de menor dimensão e em localizações secundárias, ou até mesmo projetos de desenvolvimento, mas este não é o tipo de ativos que o nosso cliente tradicional procura - procuram ativos em operação, com localizações prime, e bons 'tenants'”, acrescenta ainda Karina Simões, Head of Hotel Advisory da JLL.

 

Quem quer comprar e com que objetivo?

Converter os espaços para dar-lhes novas funcionalidades, nomeadamente segmentos alternativos como residências séniores ou de estudantes, escritórios, ou até mesmo produtos residenciais - como já admitiu a Vanguard Properties - são hipóteses válidas e que estão a ser equacionadas, mas que ainda devem ser pouco expressivas, uma vez que a hotelaria continua ser considerada uma boa alternativa de investimento.

 

Alberto Henriques, da Savills, confirma que existem inúmeras possibilidades para transformar unidades hoteleiras noutros usos, mas antecipa “que nem todas elas tenham sucesso, porque os hotéis continuarão a manter a capacidade de atratividade e gerar receitas interessantes nas suas operações assim que a retoma se efetive”. E explica: “As conversões serão apenas nas unidades que não estão devidamente preparadas para competir neste segmento e isso poderá dar lugar a outras operações, beneficiando o mercado”.

 

E quem são os potenciais compradores? Investidores oportunistas, que surgem em condições de mercado como as que estamos a atravessar – e que podem estar mais ativos nesta fase de pandemia -, mas também entidades institucionais (nacionais ou estrangeiras) que procuram rendimento seguro e continuado, cadeias hoteleiras, 'family offices' e plataforamas de 'private equity'.

 

Vendas com “desconto” não, ajuste de preços sim

Apesar do cenário que se vive atualmente, as consultoras imobiliárias não preevem vendas de hotéis ou carteiras de hotéis com “desconto”. Admitem, sim, um natural ajustamento de preços de compra e venda no turismo, tendo em conta a redução da atividade e a recuperação que, num primeiro momento, será mais lenta e gradual.

 

Gonçalo Garcia, da C&W relembra que o “ato de negociação e procura de desconto de preço não é exclusivo de ciclos que se entendam negativos”,  pelo que a “atual situação redistribui o equilíbrio de forças entre vendedores e compradores, incidindo de forma especialmente favorável para compradores com capacidade de execução de operações sem recurso a dívida bancária”. “Nestas situações é normal que o comprador evidencie a sua capacidade de concretização, apresentado argumentos que justifiquem revisão de preço em troca da certeza de fecho do negócio”, sublinha.

 

Ainda assim, e para para oportunidades com localizações prime, e até noutras geografias, os preços não têm vindo a sofrer grandes reduções face ao momento pré-covid, segundo as declarações de Duarte Morais Santos da CBRE. O responsável considera que as oportunidades mais “periféricas” poderão ser as que mais sofrerão, “não como desconto, mas como resultado das expetativas mais baixas de geração de 'cash-flow' nessas localizações”.

 

Relativamente aos ativos de desenvolvimento, e como ainda irão passar pelo processo de licenciamento e construção, espera-se que quando entrarem em funcionamento já se assista a estabilização das taxas de ocupação e do preço médio por quarto, “daí ser expectável que o valor já esteja mais em linha com valores de 2019”, indica Karina Simões da JLL.

 

Qual o papel da banca nestes negócios?

O Banco de Portugal (BdP) já disse que os bancos nunca estiveram tão expostos ao turismo e que este setor é visto como aquele em que existem maiores probabilidades de aumento do incumprimento do crédito. E é por isso que, para Pedro Valente, da Worx, “a banca terá de gerir muito bem o fim das moratórias, algo que vai ser chave nestes negócios”. Gonçalo Garcia, da C&W, acredita que “os incumprimentos apenas ocorrerão se não houver pro-atividade na antecipação dos mesmos, e nas eventuais renegociações contratuais”, e lembra que a banca está mais fortalecida hoje em dia, quando comparado com o ciclo 2008-2011.

 

Ainda assim, e na opinião de Alberto Henriques, da Savills, aquilo que terá de mudar “é a visão da hotelaria, e de ativos operacionais, como uma fonte de rendimento fixo”, isto é, terá de existir um maior conhecimento dos seus riscos operacionais aquando dos financiamentos disponibilizados. “Agora que um contrato de arrendamento fixo de longo prazo se demonstrou impossível de cumprir por via do contexto, e o ativar das garantias em nada beneficiaria operador e financiador, deverá existir uma capacidade de alinhamento na distribuição do risco associado e dos proveitos que as operações podem gerar, por exemplo, podendo a banca começar a financiar alternativas ao arrendamento como são os contratos de gestão ou modelos híbridos. Para isso, terá de se analisar mais profundamente os fundamentais das operações que se pretende financiar”, defende o responsável.

 

Interesse em Portugal mantém-se e há novas marcas à vista

Portugal é e continuará a ser visto com um destino turístico por excelência. Uma opinião partilhada pelas consultoras imobiliárias, uma vez que o interesse dos investidores no país deverá manter-se. Argumentam que, apesar da crise que atualmente atinge de forma mais dura o setor hoteleiro, não há operadoras a querer sair do mercado, dando nota de que, por outro lado, há sim quem esteja à espera para entrar.

 

Estão previstas novas expansões e inaugurações, nomeadamente a entrada de novas marcas de grandes operadores internacionais como Mama Shelter, do grupo Accor; Moxy, W Hotels e Four Points by Sheraton, do Marriott; Tapestry Collection, do Hilton e Staybridge Suites do IHG. E de novos conceitos como o da Student Hotel no empreendimento Bonjardim, promovido pela Avenue no centro do Porto. 

 

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fonte: www.idealista.pt 

Hotéis Made In Coreia do Norte

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Durante décadas, a Coreia do Norte foi um dos países mais reservados do mundo. O seu isolamento do exterior, promovido pelo regime comunista hoje liderado por Kim Jong-un, transformou-a numa espécie de “fruto proibido” para os amantes das viagens. “A Coreia do Norte é o único país do mundo que tem, realmente, um aspecto diferente de todos os outros”, explica o guia turístico James Scullin ao P3, em videoconferência a partir de Melbourne. “Faz com que, para um ocidental, a própria China pareça aborrecida”, brinca. O australiano conhece bem ambos os países; afinal, ele trabalhava para a única empresa que fazia tours na Coreia do Norte, a partir de Pequim. Pisou, por isso, solo norte-coreano oito vezes em apenas dois anos, em 2012 e 2013. “Entrar na Coreia do Norte é como atravessar um portal para outro planeta”, descreve Scullin. “E desde a minha primeira visita que fiquei apaixonado pela aura alienígena dos seus hotéis.”

 

Esse primeiro impacto viria a determinar que, anos mais tarde, em 2020, viesse a publicar, em conjunto com a fotógrafa Nicole Reed, o fotolivro Hotels of Pyongyang, que reúne imagens dos bizarros hotéis da capital norte-coreana. “Congelada no tempo, a arquitectura de Pyongyang é tipicamente soviética e brutalista com interiores modernistas”, pode ler-se no site do projecto. Um verdadeiro “eye-candy” para James e Nicole, que, em 2019, com a colaboração da Juche Travel Services e da Korean International Travel Company, visitaram os 11 hotéis da cidade onde é permitida a estadia a estrangeiros.

 

“Restaurantes rotativos muito kitsch e estranhos, alcatifa no chão e nas paredes, cortinados com elaborados padrões de animais, iluminação por debaixo das mesas, salas de karaoke com quatro tipos diferentes de azulejo”, enumera Scullin, revivendo as visitas. “Uma atenção fora do comum para o detalhe, um cuidado estético que me surpreendeu por se tratar de um país isolado, socialista, que, por norma, esperamos ser mais cinzentão e aborrecido.” Não nestes hotéis. “As toalhas de mesa combinam com os cortinados, que combinam com as flores de um arranjo, etc.. Em muitos hotéis, temos a sensação de estarmos imersos num filme do Wes Anderson.”

 

Quando pensamos em design e arquitectura produzidos no interior de um país com as características da Coreia do Norte, uma das primeiras questões a surgir poderá estar relacionada com o seu isolamento do exterior. Num país de fronteiras encerradas, em que se baseiam os designers e arquitectos para a criação das suas obras? “Não pude perceber quem eram os arquitectos ou designers de cada hotel, uma vez que na Coreia do Norte não existe assinatura deste tipo de obras. São sempre erigidas por e para o líder.” James e Nicole tentaram contactar o Instituto da Arquitectura de Pyongyang para completar as páginas do livro com mais informações, mas sem sucesso. “Em todo o caso, foi-nos dito que todos os objectos que se encontram dentro dos hotéis são pensados por designers norte-coreanos e produzidos nas fábricas do país. E não há dois hotéis com mobílias iguais, cada um é único, irrepetível.”

 

Pyongyang é, nas palavras de Scullin, uma cidade incrível. “Foi reconstruída de uma forma monumental, para servir uma ideologia de culto ao líder e ao partido”, descreve. “Não se vê publicidade nas ruas, mas vê-se muita propaganda. Há edifícios altos e estranhos por todo o lado, hotéis de cinco estrelas, em forma de pirâmide, vazios no meio de nada.” O conceito de sucesso comercial é irrelevante, na Coreia do Norte. “É o Estado que gere todos os hotéis, o que significa que nunca entrarão em falência. O staff é imenso e os hotéis estão sempre imaculados. Trabalhar num é tido, porém, como um excelente emprego.”

 

Os homens e mulheres que trabalham nestes hotéis são elementos fundamentais na experiência de quem visita a Coreia do Norte. Eles e e os guias turísticos de cada grupo são os únicos norte-coreanos com quem os visitantes terão contacto. “Liberdade zero. Estás sempre com os guias e não consegues afastar-te da rota preestabelecida nem por um minuto. E é seguro: todos os dias estarás de volta ao hotel pelas 19h e terás de esperar pelo dia seguinte para continuar a ver Pyongyang.” A Pyongyang que o Estado norte-coreano quer mostrar ao exterior, claro está.

 

Mas o staff dos hotéis é sempre simpático, afável, garante Scullin. “Começam sempre por dizer ‘Eu? Porquê eu? Sou apenas um serviçal e tenho um aspecto terrível’, mas começam logo a arranjar o cabelo para a fotografia. No fundo, eles querem e gostam de ser fotografados.” E a comunicação é fácil. “Os norte-coreanos têm um excelente sentido de humor e são sarcásticos. Mas, no momento da foto, é certo que adoptarão uma postura séria, como se se tratasse do retrato de família daqueles que se fazia antigamente, em que ninguém podia sorrir. É por isso que toda a gente pensa que são todos tristes e malnutridos, o que não corresponde à verdade – pelo menos naquele contexto, evidentemente.”

 

O fotolivro de James Scullin e Nicole Reed, editado pela Head Tilt Press, descreve lugares que poucos de nós terão oportunidade de ver. “O livro não tenta oferecer uma descrição da vida na Coreia do Norte, mas sim abrir uma janela sobre os hotéis, onde cada opção arquitectónica e de decoração revela um traço de expressão individual que pode desafiar as expectativas de quem as observa a partir do Ocidente.”

 

fonte: www.publico.pt 

Serviço de Turndown

Os melhores hotéis, geralmente de 4 e 5 estrelas, oferecem o chamado turndown service. 

 

No que se traduz esse serviço? Todos os hotéis oferecem a arrumação diária do quarto, mas só os melhores oferecem o turndown service, que é uma segunda arrumação, geralmente realizada no final da tarde ou no início da noite.

Normalmente é realizado:


- Abertura de cama;


- São deixados chocolates;


- As cortinas são fechadas;


- Alguns hotéis colocam uma garrafa de água;


- Os chinelos são deixadas ao lado da cama;


- Se algo foi alterado desde a primeira arrumação, é arrumado novamente;


- É colocada a previsão do tempo.


Tudo varia de hotel para hotel, mas a lista acima é o que geralmente acontece em hotéis de 5 estrelas.

 

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O que é a hotelaria holística?

 

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Já alguma vez ouviu falar de hotelaria holística? Este é um conceito inovador que está a crescer cada vez mais no nosso País. Para entender e explicar um pouco melhor esta nova oferta da hotelaria, estive à conversa com a Ana Cristina Beatriz, da ABC Sustainable Luxury Hospitality. 

 

 Perguntas sobre a hotelaria holística: 

1. O que é a hotelaria holística?

Sabemos que o caminho é “comunitário” e, como tal, todos são bem-vindos para que o resultado seja uma unidade hoteleira que permita a hóspedes e clientes, um despertar holístico, ou seja, que envolva o seu bem-estar físico, mental, emocional e espiritual. Por isso, de uma forma resumida, a hotelaria holística abrange uma visão maior sobre o todo. É por isso que as unidades hoteleiras que hoje a ABC Sustainable Luxury Hospitality ajuda a construir, são pensadas também para os vários facilitadores Portugueses e estrangeiros, que precisam muito de espaços como estes para os seus eventos (retiros, etc.). E o que nos motiva diariamente a ir mais além, é acreditarmos que o setor da hotelaria tem o propósito maior de ser catalisador de consciências e que Portugal tem esse desígnio.

 

2. Qual o propósito da ABC – Sustainable Luxury Hospitality?

Somos uma empresa de consultoria hoteleira portuguesa que guia, na criação de novos legados na terra, unidades hoteleiras onde a hospitalidade portuguesa impera. Unidades únicas, inovadoras e que respeitam o seu local e implantação. Onde todos, os que usufruem e/ou colaboram, contribuem para o posicionamento no segmento de “Wellness & Healing”, o novo luxo dos tempos de hoje.

 

A nossa equipa de talentos tem mais de 20 anos de experiência hoteleira e na área de descoberta e evolução pessoal: participação em retiros profundos e transformadores, meditação diária e outras práticas que são âncoras do nosso alinhamento e que permitem, assim, partilhas extraordinárias.

 

Acreditamos que a hotelaria é uma atividade de pessoas para pessoas e, por isso, a energia que queremos ver nos outros é a nossa alegria. 

 

3. E qual é a importância da sustentabilidade nos projectos da ABC – Sustainable Luxury Hospitality?

Acreditamos que a sustentabilidade é muito mais do que o óbvio. Para nós é (ação) “circular” que permite um ciclo de vida global, com impacto multidimensional no Todo, no Planeta Terra. Por isso, adotamos uma sustentabilidade consciente, que é, nada mais, nada menos, do que refletir no todo constantemente, verificar e testar o sentido de uso de vários “modus operandi”, serviços e outros procedimentos que impactam o equilíbrio do local, da região, do nosso País e, claro, do Planeta. A ética responsável de cada passo, fortalece a consciência de cada um de nós.

 

A unidade hoteleira em si é pensada de forma a que tudo seja usado e reutilizado de uma forma simples e eficiente. Simplificamos processos e agilizamos vivências únicas que são altamente rentáveis e impactantes no bem-estar de cada ser humano. E é este conceito de Wellness, esta visão maior, que faz parte de nós, enquanto marca e enquanto seres humanos.

 

4. É fácil alinhar toda a equipa envolvida num projecto de hotelaria deste tipo?

Acreditamos que para alcançar este objetivo, a formação e informação constantes a quem decide investir na criação de unidades com o nosso ADN é crucial. Por essa razão damos constantemente formação a todos os que participam nesta construção. Ou seja, “convidamos” – desde arquitectos, design de interiores, engenheiros, etc. – todos os que vão “chegando” ao projeto, a vivenciarem rituais únicos com a nossa assinatura, tais como:

  • Ritual Dormir Melhor;
  • Herbs&Tea Bar;
  • Wellness House ou Center e outros que criamos sempre com parcerias de empresas portuguesas, sempre que isso é possível, e com conceituadas parcerias internacionais com o mesmo ADN que o nosso, e que entram pela primeira vez na hotelaria Nacional.

 

Fonte: www.simplyflow.pt 

Autoria: Fátima Lopes

O seu hotel é instagramável?

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O instagram é uma das redes sociais que mais crescem em todo o mundo. No sector hoteleiro, onde os hóspedes são particularmente atraídos pelas imagens, essa rede social cumpre uma importante função de captação de clientes e, portanto, não pode ser negligenciada. Além disso, numa recente pesquisa realizada pela Booking – uma das maiores empresas de e-commerce de viagens do mundo – revela que 28% dos viajantes globais assumem levar em conta se o lugar é instagramável, antes de escolher onde vai se hospedar.

 

E o que é ser instagramável?

O termo instagramável, claro, é proveniente do instagram. Para um espaço ter essa denominação é preciso que o mesmo provoque o desejo nos hóspedes de fotografá-lo e compartilhá-lo nessa rede social. Ao se conquistar isso, o hotel é divulgado nessa plataforma de forma espontânea garantindo assim uma maior credibilidade nessa divulgação.

 

Como ter um hotel instagramável?

Através da arquitectura e design, pensam-se em alterações que tornem os ambientes mais fotogénicos, criando um cenário perfeito de fundo para as fotos, que garanta bons retratos e, consequentemente, mais gostos e interacção nos perfis dos hóspedes no instagram.

 

É caro ter um hotel digno de ser postado na rede social?

Com soluções criativas e de bom humor é possível conquistar esse objectivo, sem despender muito dinheiro. Basta trabalhar com os adereços certos.

 

Por exemplo, a colocação de  diversos chapéus (de coco, outro mexicano, um cowboy, vários itens de decoração de cabeça que representavam lugares e etnias) e uma frase: “o que te representa hoje?” Algo extremamente conceptual, de baixo custo, mas que gera um óptimo panorama para fotos incríveis.

 

Já o humor pode ser utilizado por uma mensagem simples, rápida e eficiente. Por exemplo, o desenho de uma lâmpada numa parede amarela, para que simule o feixe de luz dela ou uma arte que pareça um guarda-chuva para que o hóspede se coloque debaixo dele. Dessa forma, trabalha-se com luz, sombra, ritmos, perspectivas e ilusões de óptica, criando um lugar fascinante para a pessoa tirar fotos.

 

O hotel precisa ser inteiramente instagramável?

O espaço destinado a esta prática, não tem que ser precisamente o lobby inteiro, por exemplo. Pode ser criado apenas numa parede ou num canto dentro do hotel. Um local interessante, agradável divertido, que permita o hóspede fotografar, eternizar o momento e publicar nas suas redes sociais, onde os seus amigos e seguidores vão ver e, consequentemente, vão se interessar em viver essa experiência também. Isso porque as pessoas tendem a confiar em lugares onde seus conhecidos já foram e aprovaram.

 

Essa é uma estratégia muito usada pelos hotéis?

É uma estratégia que vai-se tornando comum na mundo da hotelaria.  A multinacional francesa Ibis, por exemplo, está muito à frente no mercado de hotelaria. A empresa investe muito tempo em formação. Acreditam que o design, de facto, pode mudar a experiência do hóspede. Fazem diversas pesquisas do comportamento humano para se diferenciar de concorrentes e redes de hotelaria. Os projectos arquitectónicos de sua rede de hotéis procuram sempre áreas instagramáveis e tal atitude justifica-se ainda mais por terem uma procura mundial, principalmente em áreas comerciais, precisando assim de se diferenciar ainda mais dos concorrentes.

 

Pode-se também aliar a tecnologia à arquitectura através de temáticas desenvolvidas com diversos vídeos e elementos de interacção com as suas respectivas relações com as decorações dos quartos.

 

É importante salientar que para um hotel ser instagramável não basta fazer apenas um ambiente diferente e pronto. É preciso que tudo esteja dentro de um contexto mais amplo tanto no que se refere ao contexto espacial do local quanto a própria filosofia da empresa. Caso isso não seja feito, o resultado desta acção pode ser desastroso provocando exactamente o efeito contrário ao desejado.

Nómadas digitais - oportunidade para a hotelaria

O conceito de Nómadas Digitais é recente, mas ganhou dimensão graças aos confinamentos sucessivos impostos pela pandemia provocada pela covid-19. De forma simples, um nómada digital é alguém que trabalha com ferramentas eletrónicas, remotamente, de qualquer latitude ou num qualquer fuso horário. Por mudar constantemente de localização, ganhou o nome de nómada, por comparação com tribos ou populações que constantemente se deslocavam em busca de água ou pastagens, sendo que, no caso do digitais, procuram internet rápida, conforto e uma inspiradora paisagem ou ambiente envolventes.

 

 ilha da Madeira foi pioneira no Nomadismo Digital quando criou a iniciativa Digital Nomad Madeira, uma parceria entre o Governo Regional, a Startup Madeira e um nómada digital do arquipélago. Fica na Ponta do Sol, já chamada como a “primeira vila nómada do mundo” tendo sido criado um local onde os nómadas digitais possam trabalhar, alugando casas ou quartos de hotel. Já há mais de 4.000 nómadas interessados. Mais recentemente, foi a vez do grupo de hotéis Savoy Signature abraçar esta nova tendência. O pacote Long Stays – Digital Nómadas está disponível no Savoy Palace, no Saccharum – Hedonist Design Resort e no Calheta Beach – Fine Sand All-Inclusive Resort. Disponível para estadias com um mínimo de 30 noites, o pacote de vantagens inclui, além do máximo conforto para trabalhar a partir do quarto, um exclusivo centro de negócios ou espaço de co-work, com acesso gratuito a wi-fi de alta velocidade e uma equipa totalmente dedicada 24h por dia. Dá ainda acesso ao ginásio, garante a limpeza durante a hora do almoço e room service não tem taxa de serviço (sempre que acima de €15), além dos serviços do centro de negócios, duas horas de salas de reuniões gratuitas ou salas de trabalho sob reservas especiais.

 

Pelo continente, a Amazing Evolution criou também condições especiais a pensar nos Nómadas digitais. Com estadias mínimas de 15 noites, o programa está em vigor no Aldeia dos Capuchos, em Almada, no You and the sea, na Ericeira e ainda no Czar Lisbon Hotel, em pleno coração da capital. Mais a sul, a oferta é válida nos hotéis Placid Village, no Carvoeiro, e no Algarve Race Resort, em Portimão. As condições variam, consoante o número de noites reservadas. Entre 15 e 29 noites, é aplicado um desconto de 25% na reserva, entre 30 a 59 noites, o desconto é de 30%, de 60 a 179 noites há uma redução no valor de 35% e para mais de 180 noites, de 40%. Estes descontos são válidos para estadias entre fevereiro e junho ou de outubro a dezembro de 2021. O alojamento poderá ser em apartamentos de tipologia T1, T2 no You and the sea e no Placid Village, em quarto duplo no Czar Lisbon Hotel e Algarve Race Resort, ou ainda num estúdio do Aldeia dos Capuchos, e inclui serviços adicionais, além da internet wi-fi de rápida velocidade, há serviço de limpeza e descontos na lavandaria, pequeno-almoço e ainda a possibilidade de utilizar espaços maiores para trabalhar, como salas de reuniões equipadas com todos os materiais tecnológicos necessários, como projetores e ecrãs para realizar videoconferências.

 

Também no Algarve, no Hotel Faro, foram criadas condições especiais para os novos Nómadas Digitais. Acenam com a ideia de como seria fantástico viver numa casa com restaurante, bar, piscina exterior aquecida, ginásio, sauna, banho turco, garagem, limpeza diária, serviço de receção 24 horas por dia e lavandaria e com um rooftop com uma vista de cortar a respiração. Depois oferecem alojamento em quarto privado, com secretária e minibar, Internet de alta velocidade, uma televisão com ligação HDMI e ainda um segundo monitor e suporte para portátil. 15 dias custam a partir de €825 e, se optar por ficar um mês, o valor de referência é €1500.

 

Também na Serra da Estrela, a Casa de São Lourenço – Burel Panorama Hotel se adaptou à procura destes novos hóspedes. Reduziram o número de quartos (17) para metade (a partir de €175) e colocaram em cada um secretárias e varandas privativas equipadas com mobiliário exterior, para que trabalhe com serenidade e uma vista magnífica. Oferecem ainda wi-fi gratuito de alta velocidade em toda a área do hotel, e um serviço de impressão e digitalização, criando verdadeiros escritórios no topo da montanha.

 

Na segunda semana de fevereiro a Câmara Municipal de Amarante anunciou estar a criar condições para conquistar para o município os Nómadas Digitais, criando um espaço onde possam trabalhar, cabendo aos nómadas a responsabilidade de alugarem casas ou quartos de hotel quando estiverem no concelho onde nasceu Amadeo de Souza-Cardoso.

 

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Fonte: www.boacamaboamesa.expresso.pt/ 

Desafios 2021 para o mundo do Trabalho

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Nos primeiros dias do ano, os portugueses elegeram “saudade” como a palavra de 2020. A escolha deste vocábulo traduz bem a nostalgia que resulta do distanciamento que tivemos de adotar nas várias esferas da nossa vida para travar a Covid-19. Num misto de presencial e digital, moldámo-nos a novas formas de viver as relações e os afetos, de usufruir da cultura e do lazer e, claro, de trabalhar.

 

sta pandemia está a provocar a maior transformação no mundo do trabalho a que assistimos desde a Segunda Guerra Mundial. Acelerou os processos de inovação e transformação digital e acentuou a Revolução das Competências, que já observávamos há vários anos, desencadeando uma profunda redefinição das necessidades de talento de muitos setores de atividade e um ritmo elevado de evolução nas competências mais procuradas.

 

Segundo o estudo do ManpowerGroup, “What Workers Want: O Futuro dos Trabalhadores, pelos Trabalhadores”, em 2020, aumentou a procura de talento nas áreas de tecnologia e transformação digital, e-commerce, logística e, naturalmente, na saúde. Por oposição, áreas como vendas e marketing ou a hotelaria e turismo e lazer, fortemente impactadas pelos efeitos da pandemia, viram-se na necessidade de reduzir o emprego.

 

Esta disrupção agravou o desencontro entre o talento existente e as necessidades das empresas e aumentou as desigualdades na força de trabalho: quem possui as competências mais procuradas fica, naturalmente, numa posição privilegiada em termos de segurança no emprego, negociação salarial, conciliação familiar e adoção de modelos de trabalho híbridos.

 

A formação surge, por isso, como um ativo fundamental na gestão deste contexto, sendo crucial para ultrapassar o desencontro de competências e para gerar novas oportunidades para os profissionais impactados pelo desemprego. Empresas, sistema educativo e Governo devem empreender um esforço conjunto para capacitar os trabalhadores para um contexto cada vez mais digital, apostando na sua qualificação e requalificação. Também aos trabalhadores cabe um papel ativo na implementação de uma cultura de learnability, através da procura constante do conhecimento e formação que lhes permitam assegurar uma maior empregabilidade ao longo da sua carreira.

 

A crise da Covid-19, trouxe-nos também um maior reconhecimento dos trabalhadores essenciais – alguns deles com funções anteriormente subvalorizadas e que emergiram como os heróis desta crise sanitária ao manterem-se firmes ao serviço de hospitais, supermercados, fábricas ou centros logísticos. Assistiremos no futuro a uma tradução deste reconhecimento nas condições de trabalho e de retribuição destas funções?

 

Com o início da campanha de vacinação contra a Covid-19, que deverá permitir repor alguma “normalidade”, este é o momento de traçar o futuro do trabalho. Não há dúvida que a pandemia mudou a nossa visão sobre a forma como trabalhamos. Aprendemos que o teletrabalho é exequível e produtivo, oferecendo uma flexibilidade que os trabalhadores já não querem perder. Esta crise representa, por isso, uma oportunidade para as empresas redefinirem as suas estratégias de talento e construírem, de raiz, um modelo mais equilibrado e focado no propósito, que responda às suas necessidades e à ambição dos colaboradores de melhor conciliar vida familiar e laboral.

 

Na minha lista de palavras de 2020, escolho resiliência e superação. Já para 2021, aposto por (re)construção, com a oportunidade de começar a desenhar um futuro do trabalho mais flexível, híbrido, seguro e inclusivo.

 

Autor: Pedro Amorim - Docente na Católica Lisbon School of Business & Economics e Managing Director na Experis

Fonte: www.observador.pt 

Standards e Procedimentos de Housekeeping - (35) - Limpar lâmpadas / interruptores de luz

Standards

􀂄 Limpe diariamente


􀂄 Lâmpada limpa e sem pó


􀂄 Os abajures estão limpos, sem rasgos ou manchas e bem definidos. Costuras voltadas para a parede.


􀂄 Interruptores e lâmpadas em bom estado de funcionamento e sem pó


􀂄 Substituição das lâmpadas queimadas


􀂄 Certifique-se de que lâmpadas a usar cumprem as determinações pré-estabelecidas pelo Departamento Técnico

 

 

Procedimentos


􀂄 Pó, use um pano de limpeza humedecido com spray de limpeza multiusos


􀂄 Limpe todas as peças do abajur


􀂄 Limpe o interior do abajur


􀂄 Limpe todas as lâmpadas com um pano seco


􀂄 Remova o pó, manchas e impressões digitais dos interruptores de luz


􀂄 Acenda todas as luzes para verificar se as lâmpadas e interruptores estão a funcionar bem. Substitua conforme necessário. Certifique-se de que a potência está correta


􀂄 Use uma escova de dentes para limpar o abajur plissado


􀂄 Aperte os abajures. Costuras voltadas para a parede.

 

clean lamp shade.jpg

Turismo em Portugal em 2020 recuou aos valores de 1993

A atividade turística registou um total de 26 milhões de dormidas em 2020, o valor mais baixo desde 1993, de acordo com uma estimativa rápida divulgada esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

“No conjunto do ano de 2020, os estabelecimentos de alojamento turístico terão registado 10,5 milhões de hóspedes e 26 milhões de dormidas, correspondendo a diminuições anuais de 61,2% e 63,0%, respetivamente, depois das subidas de 7,9% e 4,6% registadas em 2019”, divulgou hoje o INE, acrescentando que “é preciso recuar até 1993, ano em que se registaram 23,6 milhões de dormidas, para se encontrar um número menor de dormidas”.

 

De acordo com a estimativa rápida da atividade turística em dezembro, o setor do alojamento turístico deverá ter registado, naquele mês, 462,5 mil hóspedes e 972,7 mil dormidas, o que corresponde a variações negativas de 70,7% e 72,3%, respetivamente, em comparação com o mesmo mês de 2019.


Aqueles valores refletem uma ligeira recuperação no último mês do ano passado, depois de em novembro a diminuição ter sido de 76,8% nos hóspedes e 76,9% nas dormidas.
As dormidas de residentes terão diminuído 53,9%, depois de uma queda de 58,8% em novembro, e as de não residentes terão recuado 82,9% (-85,5% no mês anterior).
No mês em análise, 50% dos estabelecimentos de alojamento turístico terão estado encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (46,9% em novembro).

 

O mercado interno contribuiu com 13,6 milhões de dormidas, uma descida de 35,3%, quando em 2019 aquele mercado contribuiu com uma subida de 6,5%.


Já os mercados externos contribuíram com 12,3 milhões de dormidas, uma descida de 74,9% (aumento de 3,8% em 2019).

 

No total do ano passado, o Alentejo foi também a região que registou menor diminuição no número de dormidas, face a 2019, recuando 37,3%, enquanto os maiores decréscimos se registaram na Área Metropolitana de Lisboa (-71,5%) e na Região Autónoma dos Açores (-71,1%).


No conjunto do ano de 2020, todos os principais mercados registaram quebras superiores a 65%, com destaque para os mercados irlandês (-89,6%), norte-americano (-87,7%) e chinês (-82,8%).

 

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Whisky - História, tipos e processo de fabrico

A palavra whisky deriva da palavra gaélica uisgebetha ou da palavra celta uisgebaugh. Ambas as palavras significam "Água da Vida" (Water of Life / Eau de Vie).


Ainda hoje não se sabe concretamente quem começou a produzir o whisky, se a Escócia ou a Irlanda.

 

A primeira evidência da destilação na Escócia data do século XV e o primeiro whisky era uma bebida muito usada como medicamento no tratamento de diversas doenças. Originalmente produzido por monges, a produção de whisky passou para as casas e quintas dos escoceses comuns após o fecho dos mosteiros ordenado pelo rei Henrique VII. O tempo passou e o processo de produção dos whiskies foram refinados, tornando a bebida praticamente um “alimento básico” na Escócia.


O aparecimento desta bebida foi bem acolhido na Escócia há mais de mil anos, mas apenas se encontra uma referência ao mesmo no ano de 1494, na época medieval.


Nos arquivos do Ministério da Fazenda existe um registo desse tempo que diz o seguinte: "Oito Bolls (recipientes) de malte/cevada para o frade John Cor fazer Aquavitae". Os Bolls eram velhas medidas em madeira usadas para a cevada. No início do século XVI, no ano de 1506, no tempo do rei James IV da Escócia, o seu tesoureiro marcou pagamentos de impostos especiais nos dias 15 e 17 de cada mês, sob a designação "Impostos para a Água da Vida do Rei".


Em 1618 o whisky era já referenciado com este nome, ou como Viskie.


Naquele tempo quase todos os grandes senhores da Escócia possuíam a sua destilaria privada e faziam uma distribuição generosa por todos aqueles que os serviam e cuidavam das suas casas e terras.


Nas cidades e nas vilas os vizinhos compartilhavam entre si as destilarias que ainda eram consideradas ilegais.


Nessa época a Escócia era considerada como um lugar selvagem e pouco hospitaleiro. Daí os sucessivos governos britânicos terem encontrado grandes dificuldades em cobrar taxas aos proprietários das destilarias, aos quais passaram a chamar "contrabandistas".


Estes fabricantes de whisky eram realmente mais rápidos do que os fiscais do governo, conseguiam mudar as suas destilarias sem deixarem rasto.


Esta situação arrastou-se até 1814. A partir daqui a produção do whisky passou a ser controlada pelo, governo que com o tempo o tornou o rei das bebidas.

Aos EUA e Canadá, o whisky chegou no século XVIII junto com a onda de imigrantes irlandeses e escoceses, que detinham a técnica de transformar os seus excedentes da colheita de grãos em destilados. Os imigrantes estabelecidos em Maryland e Pennsylvania produziam inicialmente whisky de centeio. Já os que se fixaram em Kentucky produziam o destilado a partir do milho, que deu origem ao famigerado whisky Bourbon americano.

 

O whisky popularizou-se em todo o mundo devido sobretudo a dois factores. Em primeiro lugar, a invenção do blended whisky por Andrew Usher, por volta de 1853, que possibilitou o aumento da oferta de whisky no mercado, dada a produção em larga escala de whiskies Single Grain - principal componente dos Blended whiskies em termos de volume. O segundo factor diz respeito à praga filoxera que assolou as vinhas da Europa entre 1870 e 1890, dizimando a produção de Cognac , o destilado de maior prestígio entre os europeus naquela época.

 

Da Escócia, o whisky foi parar ao Japão pela mãos de Masataka Taketsuru, um químico japonês que, em 1918, foi à Escócia para estudar a arte da destilação e da produção de whisky. Em 1920, casou-se com a escocesa Jessie Roberta Cowan e retorna ao Japão, onde, trabalhando para Shinjiro Tori, ajuda a fundar a Yamazaki, a primeira destilaria de whisky japonesa.

 

Tipos de Whisky

1. Whisky Irlandês

O whisky irlandês tem um sabor mais suave do que outros tipos de whisky. É feito de uma mistura de malte, só pode ser destilado usando água e corante de caramelo e deve ser destilado em barris de madeira pelo menos por três anos. O resultado é um whisky fácil de beber puro ou com gelo, embora também possa ser usado para fazer cocktails, como o célebre Irish Coffee.

 

2. Whisky Escocês

O whisky escocês é fabricado na Escócia com malte ou grãos. Os escoceses levam a sério a fabricação de whisky e têm leis em vigor que os destiladores devem seguir. Deve envelhecer num barril de carvalho por pelo menos três anos. Além disso, cada garrafa deve ter uma declaração de idade que reflicta o whisky envelhecido mais jovem usado para fazer essa mistura. É um whisky para se beber bem,  uma excelente bebida depois do jantar.

 

3. Whisky Japonês

Um pouco mais tarde do que o irlandês e o escocês, o whisky japonês deixou sua marca no mundo devido aos seus altos padrões. O whisky japonês foi criado para provar o mais próximo possível do estilo escocês e usa métodos de destilação semelhantes. É principalmente absorvido em bebidas mistas ou com um pouco de refrigerante.

 

4. Whisky Canadiano

Tal como o whisky escocês, o whisky canadiano deve envelhecer por pelo menos três anos. É mais leve e suave do que outros tipos de whisky, pois contém uma alta percentagem de milho. A maioria dos whiskies canadianos é feita de milho e centeio, mas outros podem apresentar trigo ou cevada.

 

5. Whisky Bourbon

Um whisky de estilo americano, o bourbon é feito de milho. De facto, para ser chamado de whisky de bourbon,  precisa ser feito com pelo menos 51% de milho, envelhecido num barril de carvalho novo e produzido na América. Não possui período mínimo de envelhecimento e precisa ser engarrafado com 80 provas ou mais.

 

6. Whisky Tennessee

Embora o whisky do Tennessee seja tecnicamente classificado como bourbon, alguns destiladores do estado não gostam muito disso. Em vez disso, eles usam o whisky do Tennessee para definir o seu estilo. Todos os produtores actuais de whisky do Tennessee são obrigados por lei estadual a produzir seus whiskies no Tennessee e a usar uma etapa de filtragem conhecida como Processo do Condado de Lincoln antes de envelhecer o whisky.

 

7. Whisky Rye / Whisky de Centeio

O whisky de centeio é fabricado na América com pelo menos 51% de centeio, enquanto outros ingredientes incluem milho e cevada. Segue o processo de destilação do bourbon. O centeio envelhecido por dois ou mais anos e que não foi misturado é chamado de “whisky de centeio directo”. O centeio tende a ter um sabor mais picante que o bourbon mais doce e suave.

 

8. Whisky Blended / Whisky Misturado

O whisky misturado é exactamente o que o nome destaca: é uma mistura de diferentes tipos de whisky, além de corantes, sabores e até outros grãos. Esses tipos de whiskys são ideais para cocktails, pois o processo permite o sabor, mas mantém o espírito a um preço mais baixo.

 

9. Whisky Single Malt / Whisky de Malte Simples

O whisky de malte único precisa ser feito a partir de um lote de whisky em uma única destilaria. Além disso, deve ser envelhecido por três anos em carvalho antes de ser engarrafado. O termo “malte simples” vem dos ingredientes, pois o principal ingrediente é a cevada maltada. No entanto, essas regras não chegaram às destilarias dos EUA. Por exemplo, na América, o malte único às vezes é feito de centeio e não de cevada.

 

 

O processo de fabrico de A a Z de uma das marcas mais icónicas do mundo, Jack Daniels:

 

 

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